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O governo anunciou que pretende aumentar a quantidade de etanol na gasolina dos atuais 30% para 32% devido ao aumento de preços dos combustíveis gerado pela guerra no Irã.
O ministro da Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou que isso vai acontecer nesse primeiro semestre de 2026. Para quem tem carro flex, não há problema, pois a engenharia toda dele é construída para isso. Mas e quem tem carro a gasolina?
O fato é que a situação só piora a cada aumento de percentual. O etanol precisa de menos oxigênio para queimar que a gasolina, deixando assim a mistura mais empobrecida. Os efeitos disso são a corrosão de peças metálicas e componentes dos carburadores, o ressecamento das borrachas e mangueiras e dificuldades na partida a frio, além de “engasgadas” na aceleração e riscos de falha no motor.
Outro resultado imediato é o aumento do consumo de combustível, impactando diretamente o bolso do motorista. Carros produzidos até meados de 1990 são os que sentirão mais o baque, porque foram projetados para funcionar com um percentual bem menor de etanol.
Os carros produzidos no ciclo seguinte, entre os anos 90 e 2000 tem injeção eletrônica e, embora não fossem ainda flex, também precisam de atenção porque tem componentes que podem sofrer com o etanol.
A sugestão é que o motorista fique atento a sinais como falhas na aceleração, dificuldade para dar partida, aumento considerável de gasto de combustível, cheiro forte de gasolina que pode indicar vazamentos e luz da injeção acesa no painel.
Os cuidados a serem tomados incluem fazer as revisões necessárias, mesmo que não em concessionária pois se trata de carros mais antigos para avaliar a necessidade de adaptação das vedações e mangueiras ou até substituição de alguma peças.
