Sabemos que o trânsito das cidades, especialmente nas grandes, tem se tornado um grande incômodo para quem gosta de dirigir. Isto porque falta investimento em transporte público e as vias, mesmo nos casos de maior fluxo, já são insuficientes para a quantidade de veículos que roda diariamente. São Paulo é um exemplo diário dessa questão.
Por essa razão muita gente tem optado pela opção da transmissão automática que acaba sendo uma escolha racional por conta desse tempo todo efetivamente gasto nos engarrafamentos. Mas para quem gosta de dirigir um câmbio manual complementa esta experiência única de controle e satisfação ao volante.
Na década de 70 as importações foram fechadas no Brasil. Dessa forma a ideia foi estimular a indústria nacional. Por outro lado deixamos de ter em nosso mercado durante 16 anos modelos importantes e com tecnologia. Um dos exemplos é que todo o período das injeções mecânicas acabou passando em branco por aqui.
Um dos últimos modelos que acabou chegando antes desse fechamento foi o Camaro em sua segunda geração e na metade da vida. A maior parte desses carros traz um conjunto confortável com câmbio automático de três ou duas velocidades. Porém conseguimos encontrar um deles com o desejado câmbio manual que, como veremos no vídeo, consegue chegar a uma equação muito interessante.

Chevrolet Camaro (Foto: Renato Bellote)
Este exemplar de 1974 traz um conjunto com duas coisas legais: o motor 350 V8 de 5,7 litros com pouco mais de 200 cv e um câmbio manual de quatro marchas. Isso por si só era raro em nosso mercado visto que, como foi enfatizado acima, a grande maioria desses carros chegou por aqui para um público que buscava conforto. O próprio apresentador Silvio Santos teve um deles.
Não é mágica. Mas a sensação de guiar e escutar um V8 com câmbio manual é singular. Isso porque traz uma conjunção de fatores extremamente sensitivos que acabam sendo importantes para um passeio de fim de semana. O borbulhar dessa configuração mecânica com opção de total controle realmente diverte.
Guiar qualquer carro dessa época com essa configuração em uma estrada vazia é uma sensação que preenche a nossa necessidade de entusiasta. Além de ser altamente recomendável também abaixar o vidro para ouvir essa sinfonia toda em movimento. Longa vida aos motores V8 e sua sonoridade fantástica!
