
Ford Ranger XL 2026 Cabine Dupla AT (Foto: Divulgação/Ford)
Proposta é cobrir todas as opções: cabine simples, chassi-cabine e cabine dupla, além de câmbio manual ou automático de seis marchas. Motor turbodiesel 2-L, quatro cilindros, 170 cv e 41,3 kgf·m, calibrado para entregar força em rotações mais baixas e trabalho pesado, além de menor custo operacional. Consumo médio de 10,7 km/l (padrão Inmetro) e tanque de 80 litros. Assim, a Ranger XL pode superar 860 km de alcance.
A Ford passa a disputar com mais força segmento que representa fatia importante das picapes médias de trabalho. Capacidade de carga de 1.223 kg, na versão manual, a 1.170 kg, na automática. Além de versatilidade, a exemplo de ambulância ou baú. Chassi recebeu longarinas e travessas de aço especial, 30% mais resistente a torções em comparação à geração anterior. Suspensões também aprimoradas, de maior curso e amortecedores externos à longarina. Solução rara no segmento, a fim de melhorar estabilidade e comportamento dinâmico.
Oferece sete airbags, assistente de partida em rampas, controle automático em descidas, limitador de velocidade, direção de assistência elétrica ativa, controles automáticos de velocidade e estabilidade, central multimídia de 10 pol., conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, ajustes de altura e profundidade do volante e faróis de acendimento automático.
Preços: R$ 248.600 a R$ 282.600.
・ Queda de exportações afeta produção no bimestre

Foto: Reprodução
Embora o mercado interno de veículos leves e pesados tenha registrado, no mês passado, a segunda melhor média diária de vendas dos últimos 10 anos, a produção nos dois primeiros meses de 2026 recuou 8,9% para 368.000 unidades. Este resultado foi reflexo da queda de 28% nas exportações, especialmente para a Argentina.
Vendas no primeiro bimestre (nacionais e importados) tiveram leve recuo de 0,1%. Nível de estoques na soma dos pátios de fabricantes e concessionárias de todo o Brasil caiu de 57 dias em janeiro para 50 dias em fevereiro, um pouco acima do considerado normal. Nas estatísticas da Anfavea, os estoques de produtos nacionais no mês passado eram de apenas 26 dias e os importados representavam 182 dias de vendas.
Por trás destes 182 dias muito acima do razoável, está a estratégia da BYD que importou milhares de carros a fim de aproveitar a janela de imposto de importação (I.I.) mais baixo para incentivar a comercialização de elétricos e híbridos. Nenhum outro importador pôde bancar financeiramente esta ação clara de dumping (tática comercial desleal). A partir de julho próximo, o I.I. subirá para a alíquota histórica de 35%, mas a marca chinesa ainda terá milhares de modelos estocados com alíquotas menores.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, chamou atenção para possíveis impactos logísticos e econômicos (leia-se preço do petróleo) como reflexo da guerra (mais uma…) no Oriente Médio. “São desafios para manter crescimento de produção, vendas e exportações observados nos últimos anos”, acrescentou. A comercialização tem subido de forma muito discreta e ainda está longe do recorde de 2013, quando se venderam 3,767 milhões de unidades com incentivos fiscais, deve-se ressaltar. Para 2026 o crescimento previsto é de apenas 2,7% para 2,762 milhões de veículos leves e pesados ou 26,7% e um milhão de unidades abaixo do recorde de 13 anos atrás.
Distribuição das vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro bimestre de 2026 (%): gasolina, 3,6; híbrido, 6,5; híbrido plugável, 4,8; diesel, 10,5; flex, 69,6; elétricos, 5. Elétricos representam apenas 5% das vendas totais, um nicho portanto. De fato, ainda muito longe dos comentários exageradamente otimistas. Haverá crescimento, porém em ritmo difícil de prever. Badalação excessiva não vai melhorar este cenário.
