
Yaris Cross (Foto: Divulgação/Toyota)
O SUV compacto da Toyota completa a gama de produtos da marca no Brasil e preenche o vácuo deixado pelos hatch e sedã Yaris que saíram de linha sem obter muito sucesso (continua sendo exportado para América do Sul). Yaris Cross sofreu atraso de cerca de quatro meses em razão do quase furacão que praticamente destruiu a fábrica de motores em Porto Feliz (SP). Este desastre natural chegou a afetar a posição de mercado da marca.
Contudo, o novo SUV chega com credenciais para impulsionar a Toyota no segmento de preço mais baixo em que não participava. Um dos seus trunfos são as dimensões (mm), bem próximas ao modelo maior Corolla Cross: comprimento, 4.310; entre-eixos, 2.620; largura, 1.770; altura, 1.665; porta-malas, 400 L (391 L, no híbrido). Apenas 20 mm a menos de entre-eixos sobre o SUV maior. Diferença na largura um pouco maior (55 mm) é sentida apenas com três passageiros no banco traseiro.
Motor flex de aspiração natural tem 110 cv/14,3 kgf·m (G); 122 cv/15,3 (E). No caso do híbrido pleno flex (primeiro SUV compacto no mercado com esta motorização): 91 cv/12,3 kgf·m (G/E); motor elétrico, 80 cv/14,4 kgf·m; potência combinada, 111 cv (torque combinado não pode ser medido). Por estes parâmetros, o híbrido flex deverá apresentar desempenho um pouco menor do que o flex convencional (11 cv a mais). Todavia, a diferença de apenas 1 s de 0 a 100 km/h (na ficha técnica oficial) quase não será sentida.
A maior vantagem surge na economia de combustível declarada (padrão Inmetro), em especial no ciclo urbano: híbrido flex, 30% (G); em estrada, 6,5% (G). Se utilizar etanol, ganho de 33% (urbano) e 4,7% (estrada).
Yaris Cross tem escala de preços mantida, apesar do atraso: R$ 149.990 (táxi e PCD) a R$ 189.990.
