
BYD Song Plus, o carro mais vendido da marca em 2025 (Foto: Divulgação/BYD)
O mercado automotivo brasileiro e global passa por uma transformação estrutural marcada pela consolidação da China como player sistêmico e pela transição para uma eletrificação pragmática onde híbridos servem de ponte eficiente, segundo um estudo da Bright Consulting.
Em 2025 o Brasil registrou 2,55 milhões de emplacamentos com forte dominância de SUVs e avanço das marcas chinesas para um share de 9,5%. A queda no custo das baterias que devem atingir paridade com modelos a combustão em meados deste ano impulsiona veículos definidos por software e novas exigências de segurança, como o sistema Adas.
A regulação através do programa Mover e o aumento gradativo do imposto de importação para 35% em julho forçam a nacionalização da produção e o desenvolvimento de cadeias locais.
Até 2030 a projeção para o Brasil é de 2,8 milhões de unidades anuais com marcas chinesas detendo 18% do mercado e sistemas de propulsão híbridos flex liderando a tropicalização da eletrificação enquanto a posse de veículos perde espaço para modelos de assinatura e uso.
・ Eletrificados são destaque no balanço de 2025
As dez marcas filiadas à Abeifa tiveram no acumulado de 2025, 137.973 unidades emplacadas, 31,7% a mais que o ano anterior. Os veículos eletrificados representaram 45,3% do mercado total de 285.266 unidades desse segmento. Fazem parte da Abeifa: Aston Martin, BYD, JAC, Jaguar, Kia, Land Rover, McLaren, Porsche, Suzuki e Volvo.
O presidente Marcelo Godoy destacou que a presença de veículos importados beneficia os consumidores e incentiva a atualização tecnológica dos fabricantes locais.
Para 2026, o setor enfrenta desafios como a equalização da alíquota de importação de 35% a partir de julho e a necessidade de oferecer produtos mais tecnológicos e competitivos, mas manifesta otimismo devido aos lançamentos previstos.
・ BYD encerra 2025 como 7ª do mercado
A BYD vendeu 111.683 unidades de veículos eletrificados em 2025, crescendo mais de 47% em relação a 2024, e consolidando-se como uma das principais players do setor.
A BYD também ficou em sétimo lugar em emplacamentos de veículos leves no mercado brasileiro, com participação de 5,59%, e se manteve entre as top 10 entre os veículos comerciais leves.
