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As estatísticas apontam que ainda há motoristas e, principalmente, ocupantes desatentos quanto ao uso de cintos de segurança. Nas próximas duas semanas estradas de todo o País estarão com tráfego intenso. Existe uma tendência de relaxamento com as horas a mais dentro do veículo. Se o carro para em razão de acidente ou excesso de veículos, costuma-se até desligar o motor e muitas vezes desatam-se os cintos de segurança. Importante jamais reiniciar o movimento, sem que todos a bordo estejam com os cintos afivelados de novo.
Segundo estatísticas da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), o risco de morte em um acidente cai até 60% quando os ocupantes dos bancos dianteiros usam os cintos. Para quem viaja atrás esse percentual diminui para 44%, embora ainda bastante alto. À exceção do ocupante que viaja no meio do banco traseiro: em caso de acidentes mais sérios, a possibilidade de sobrevivência é quase nula sem o cinto de dois ou três pontos. Não há os encostos dos bancos dianteiros que possam de alguma forma absorver, parcialmente, o violento choque do corpo arremessado contra partes indeformáveis como para-brisa ou painel dianteiro.
Estatísticas da Polícia Rodoviária Federal apontam que entre 2007 e 2024 as multas por motorista ou passageiros não fazerem uso dos cintos subiram nada menos de 140%, bem acima do que a frota circulante aumentou no período. Câmeras de vigilâncias em estradas pedagiadas também podem flagrar motorista e passageiro ao seu lado sem os cintos e repassar imagens da infração para qualquer policiamento estadual ou federal.
Dirigir com sonolência é outro grande problema de segurança no trânsito rodoviário, principalmente à noite. Pesquisadores do Reino Unido e da China testaram quatro maneiras possíveis de usar alertas de assistentes de voz: ouvir passivamente, ouvir com atenção, repetir frases e responder perguntas. Os resultados mostraram que a interação ativa — especialmente repetir e responder — foi a mais eficaz para manter os motoristas alertas. Por enquanto, há apenas uma luz que se acende no quadro de instrumentos em caso de sonolência.
