
Corinthians perdeu em casa para o Huracán por 2×1 na primeira rodada da Copa Sul-Americana (Foto: Reprodução/Twitter @CAHuracan)
Este início de temporada tem apresentado vários resultados inesperados. E, como conseqüência, irritado ou exaltados os torcedores, sempre prontos a vaiar (em caso de derrota) ou aplaudir entusiasticamente seus ídolos (quando vencem), oferecendo assim amplo material de discussão para os tantos programas esportivos existentes. Essa situação não causa problemas até o momento em que se mantém em parâmetros de boa educação, sobretudo no que diz respeito ao respeito das opiniões dos outros, já que cada qual tem a própria.
Quando, porém, a coisa extravasa seus limites, o web se torna palco até mesmo de insultos que, muito provavelmente, não seriam proferidos se não existisse o cômodo anteparo da distância física, evidenciando uma falta de caráter que, dependendo do caso, pode causar risos ou revolta.
Estas considerações me vieram à mente por ocasião da recente derrota do Corinthians em sua estreia na Copa Sul-Americana ontem (2), quando enfrentou os argentinos do Huracán e sofreu uma derrota que interrompeu uma longa série invicta do time alvinegro na Neo Química Arena. Uma derrota que causou críticas até mesmo ao técnico Ramon Diaz, o que, convenhamos, é profundamente injusto pois o técnico pode estudar o adversário, estabelecer um plano de jogo buscando desfrutar os pontos positivos de seu elenco, mas depois quem é encarregado de executá-lo são os jogadores.
Seria como um arquiteto fazer um magnífico projeto e depois vê-lo realizado de forma negativa pelos pedreiros.