(FOTO: PEDRO SOUZA / ATLÉTICO)
O Atlético-MG goleou o Athletico-PR no Mineirão, por 4 a 0, pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil. O placar elástico não resume apenas a péssima atuação da equipe paranaense, mas também serve de exemplo claro sobre como preencher espaços no campo e aproveitar falhas do adversário.
A postura do time paranaense surpreendeu. Não só por ter jogado bastante recuado, mas por ter oferecido muitos espaços ao Atlético-MG. Comandados de Cuca dominaram o meio-de-campo, e à medida que trabalhavam a bola pelo centro, encontravam buracos nas extremidades.
A fórmula disso é simples: superioridade numérica. O Athletico se defendia com uma linha cinco, e com dois volantes na proteção da zaga. O Atlético-MG chegava ao ataque com a dupla Allan e Jair dando dinâmica pelo centro, Keno e Zaracho flutuando, Mariano e Arana nas extremidades e Hulk e Vargas mais à frente.
Zaracho correu o campo inteiro, esbanjando inteligência para preencher espaços vazios. Foi ele, pelo lado direito, o protagonista no lance do pênalti que originou o primeiro gol. No segundo, destaque para a jogada individual de Keno na qual dá para ver nitidamente a linha de cinco rubro-negra, e como o atacante quebra as linhas adversárias deixando dois marcadores para trás.
E, assim, aos 36′ da etapa inicial, o confronto já estava praticamente definido. O trio de zaga do Athletico estava pendurado com cartões amarelos, o que interferiu no desempenho da marcação rubro-negra.
Depois do 2 a 0, Cuca resolveu diminuir a intensidade no ataque e atrasar as linhas de marcação. Atraiu o adversário para poder fazer transições rápidas no setor ofensivo, apostando na velocidade do trio Hulk, Vargas e Keno, além do apoio dos laterais. Deu muito certo, e vitória de 4 a 0 foi construída de uma forma tranquila e inteligente.
Hulk foi o melhor em campo. Vargas, com dois gols, também se destacou; mas faço menção honrosa para dupla Allan e Jair, que coroou a temporada espetacular pelo Galo, e Zaracho, fundamental para preencher espaços vazios.
Somente um milagre tira a taça de BH. Como a volta acontece em Curitiba, é até possível sonhar numa virada histórica, mas realmente muito difícil.