(Arte: uefa.com)
PSG x Manchester City e Real Madrid x Chelsea. A semifinal da Champions League está desenhada. De um lado da chave, duas equipes que buscam um título inédito em suas histórias. Do outro, acontece o oposto: um tradicionalíssimo campeão enfrenta um time que conhece o caminho até taça.
A partir do que vimos nas quartas de final, podemos tirar algumas conclusões que daqui 15 dias servirão como objeto de análise dos confrontos da próxima fase.
O PSG no jogo de ida foi mais eficaz que o Bayern. Por mais óbvio que isso possa soar, deve-se ao trabalho de transição rápida ao ataque. Bem postado na defesa, possui pelo menos três jogadores com qualidade de passe e de criação para armar contragolpes fatais: Neymar, Mbappé e Di Maria.
O controle do meio-de-campo para diminuir o ritmo adversário também foi fundamental: Verratti foi impecável na ida, e Gueye foi o craque do jogo na volta.
E, é claro, o PSG não é um time que só joga no contra-ataque. Em Paris, surpreendeu e tomou as ações contra o Bayern, e só não venceu porque não foi eficaz — Neymar perdeu três ótimas chances, sendo que duas delas pararam na trave.
Em Real Madrid x Liverpool, três pontos chamaram atenção: a excelente postura defensiva da equipe madrilenha — Militão e Nacho não deram margem para que as baixas de Ramos e Varane fossem sentidas —, como o time inglês estava desnorteado e sem reações no primeiro jogo e a estrela de Vinícius Jr., que brilhou no jogo de ida e fez diferença para a volta.
Na volta, é importante destacar a atuação de Courtois; mas sobretudo vale frisar que o Real tinha uma sequência de jogos importantes e o resultado final foi absolutamente positivo: os dois confrontos contra o Liverpool e o clássico frente ao Barcelona, em que fez um ótimo primeiro tempo e um segundo regular.
O Chelsea, nestas quartas de final, deu mais uma comprovação de ser uma equipe bastante organizada. Na ida, contra o Porto, foi absolutamente seguro, sem passar grandes sustos. Mount fez a diferença na etapa inicial, e o gol de Chiwell no finzinho do jogo foi a cereja do bolo para voltar à Inglaterra com uma bela vantagem.
Na volta, preferiu administrar a vantagem e jogar mais recuado. Sofreu um golaço de bicicleta e correu riscos, mas cumpriu sua missão.
Por fim, o Manchester City. O trauma de quatro eliminações consecutivas nas quartas de final foi superado. Equipe de Guardiola bateu o Borussia Dortmund porque é melhor — fato. Erros de Emre Can foram decisivos na ida, mas não tira os méritos do time inglês, que ao estilo de seu treinador, tem mais posse e mais cadência no meio-de-campo — muito em função da fase de Gundogan.
As semifinais acontecem a partir de 27 de abril. Trata-se de um encontro de propostas de jogo diferentes, que elevam o nível desse torneio.