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O mundial de Fórmula 1 chega neste fim de semana ao tradicional circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, com Lewis Hamilton e sua Mercedes cada vez mais líderes. E, ainda desta vez, favorecidos pelo prognóstico, a ponto que as casas de apostas não mostram o menor interesse em aceitar apostas com o nome de Hamilton e, pelo contrário, oferecem excelentes cotações a quem colocar seu dinheiro num outro piloto. Porém, Verstappen demonstrou ser mais veloz no trecho intermediário do circuito dos treinos de hoje, sexta-feira, e a ocorrência de chuva (que está prevista para esse final de semana), poderia ameaçar o favoritismo de Hamilton.
Naturalmente esta seria uma aposta de risco, que eu não faria, pois qualquer resultado diferente de um novo triunfo do atual líder do mundial me surpreenderia bastante. A este respeito é interessante ver as declarações de seu companheiro de equipe, o finlandês Bottas, que demonstra total desencanto quanto às suas eventuais chances de sucesso neste mundial.
Assim, uma vez mais, a luta deverá ocorrer para ver quem subirá ao terceiro lugar do pódio ou, num feito excepcional, ao segundo. E, como tem ocorrido nesta temporada, o favorito para este feito é o holandês Verstappen com sua Red Bull, a segunda força do campeonato, bem à frente da Ferrari que luta (aqui sem sucesso) apenas para ser a terceira.
Com relação à F1, aliás, vale a pena destacar o fim de um símbolo: a equipe Williams, que tantos sucessos teve ao longo das décadas, foi vendida a um fundo de investimentos norte-americanos. Assim, Sir Frank Williams e sua filha Claire deixarão de estar presentes em primeira pessoa neste apaixonante mundo da F1 mas certamente não deixarão de acompanhá-la embora como pouco mais que espectadores…
CARACTERÍSTICAS DA PISTA
– O clima na Bélgica nesta época do ano é extremamente variável. Embora as altas temperaturas tenham sido vistas ocasionalmente em Spa no passado, nas Ardenas é improvável que tenhamos o mesmo tipo de clima que a Espanha. O Grande Prêmio da Bélgica de 2019 aconteceu com temperatura de pista consistentemente abaixo de 30 graus centígrados e a chuva é sempre uma possibilidade. É até possível que chova em uma parte da pista, mas não em outra. Se chover, a drenagem é um problema comum, com pequenos rios se formando em toda a pista que podem causar aquaplanagem. Esta é outra razão pela qual os pneus no meio da gama foram selecionados.
– Essa variação também ocorre porque a volta de 7.004 metros de extensão, a mais longa da Fórmula 1, é tão extensa e mista, com curvas épicas, como a Eau Rouge, impondo fortes forças combinadas nos pneus tanto vertical quanto lateral. Como resultado, Spa é um dos circuitos mais desafiadores para pneus durante todo o ano. O asfalto também é bastante agressivo.
– Não são apenas as curvas que proporcionam um grande desafio, com quase 800 metros de comprimento, a reta Kemmel esfria os pneus, afetando a aderência nas curvas seguintes.
– Apesar das exigências imponentes de Spa, a corrida do ano passado foi em grande parte de uma parada, com os três primeiros usando uma estratégia de macio para médio, com uma nomeação que foi um nível mais duro. Três dos pilotos entre os dez melhores pararam duas vezes, enquanto Daniel Ricciardo, da Renault, fez praticamente toda a corrida no médio após uma parada muito cedo.
Confira o resultado completo do FP2: