Foto: Divulgação/Fiat
Esse ano será o maior Carnaval que São Paulo já viveu, com expectativa de público de 15 milhões de pessoas. E esses números despertam muito a atenção dos bandidos, tanto que a Ituran (uma multinacional israelense que atua no Brasil e em outros países, oferecendo produtos para a proteção contra roubo e furto de veículos, cargas e frotas) realizou uma pesquisa na capital paulista para obter mais dados e informar os motoristas sobre os carros mais roubados nessa época.
Adivinha qual é o carro mais roubado?
Fiat Palio encabeça a lista, seguido de Ford KA (16%), HB20 (13%), Fox e Gol (11%) , que também compõem a lista de predileção em caso de roubo e furto. Confira a lista completa:
1- Fiat Palio (20%)
2- Ford Ka (16%)
3- Hyundai HB20 (13%)
4- VW Fox (11%)
5- VW Gol (11%)
6- Fiat Strada (9%)
7- Fiat UNO (7%)
8- Fiat Grand Siena (7%)
9- Fiat Fiorino (4%)
10- VW Golf (4%)
O gerente de operações da Ituran Brasil, Rodrigo Boutti, confirma que o risco aumenta nesse período pois os carros ficam estacionados na rua por muito mais tempo que o habitual.
“Um veículo demora poucas horas para ser totalmente desmontado e, até o folião perceber a perda, o patrimônio já desapareceu”, explica Boutti. A proporção de roubo é 53% durante os Festejos de Momo, enquanto furto registrou 47%.
Quais as cores prediletas para roubo?
Na ordem, são as seguintes: Prata (30,11%), Preta (24,27%) e Branca (22,07%) são preferidas pelos bandidos durante o período. A cor Prata lidera o ranking em todas as zonas da capital e litoral. Confira a tabela completa:
Fonte: Ituran
Quais os bairros mais visados pelos bandidos?
São Matheus (21%), Vila Matilde (14%) e Fazenda da Juta (14%) são os locais de maior furto de veículos. Já Taboão da Serra (20%), Guaianazes (13%), Grajaú (13%) e Itaim Paulista (13%) concentram o maior índice de roubo.
“Os foliões estacionam os veículos próximos de estações de metrô ou pontos de conexão com transporte público e, posteriormente, se deslocam para os blocos e eventos. Sabendo disso, os ladrões atacam!”, analisa Boutti, que dá uma dica importante de prevenção: “deixem os veículos em estacionamentos fechados e com seguro, pois isso previne o furto e a abordagem no embarque e desembarque do veículo”.
Fonte: Ituran
Fonte: Ituran
O especialista conta como os bandidos fazem a ação: alguns equipamentos eletrônicos usados por bandidos possibilitam escapar dos rastreadores via satélite. “O nome do aparelhinho é jammer, mais conhecido como capetinha. Os criminosos compram o equipamento pela internet. Oficialmente, ele serve para bloquear o sinal de telefones celulares, mas os ladrões usam o aparelho para impedir que o sinal dos chegue até o satélite. Por isso, também utilizamos RF (Rádio Frequência), que o sinal não consegue ser inibido nas grandes metrópoles”, enfatizou Boutti. O levantamento mostra que 40,6% dos sinistros ocorrem no período da noite.
Fonte: Ituran
Boutti dá grande valor ao uso do Big Data (a análise e a interpretação de grandes volumes de dados), pois além de aliado ele mudou o conceito de percepção de um evento de roubo e furto. “A tecnologia permite definir, semana após semana, a utilização real do veículo. Na prática, a Inteligência Artificial (IA) já nos permite detectar padrões não usuais no comportamento dos clientes, ou seja, o sistema nos comunica automaticamente de um comportamento fora do padrão. Muitas vezes localizamos o carro, antes mesmo do cliente se der conta que sofreu um furto”, alerta.
Uma última informação: os carros populares são os mais visados no período do Carnaval, representando 79,12%, contra 20,88% nos demais veículos.