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Futebol

PSG, mais que um time cheio de estrelas

por Maurício Santos 01/11/2017
por Maurício Santos 01/11/2017
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O Paris Saint-Germain atropelou o fraco Anderlecht por 5 a 0, pela Liga dos Campeões. A goleada, no entanto, não se deu apenas pelo fato de de a equipe parisiense estar recheada de estrelas, mas por todo o trabalho tático apresentado.

É agradável ver o PSG jogar, pois é um time leve, rápido e que passa os 90 minutos buscando o ataque. Para quem não assistiu ao duelo e apenas viu o placar o final, deve imaginar que a vitória foi construída graças ao poderoso trio ofensivo formado por Mbappé, Cavani e Neymar. Não é só isso.

A maior chave do esquema de jogo do PSG está no meio-de-campo. Contra o Anderlecht formaram o meio Verratti, Rabiot e Draxler. Quando o primeiro se lançava ao ataque, o segundo o cobria. Quando Draxler não atuava centralizado, caía para a ponta-esquerda — onde rende muito bem —, e aí Neymar tinha mais liberdade para se movimentar pelo centro.

Com respeito a Rabiot, esse sim tem papel extremamente fundamental: versátil, flutua por todos os setores do campo, dando a cadência necessária ao time.

O PSG ataca com pelo menos três atletas próximos. É compacto e chega à meta adversária em superioridade numérica. Não foi à toa que dos cinco gols, quatro foram marcados por jogadores de marcação, justamente em razão dessa liberdade que volantes e laterais têm de se lançarem ao ataque.

Quando estava 3 a 0 no placar, o PSG ganhou ainda mais poder ofensivo. Emery sacou Verratti e colocou o jovem promissor Lo Celso, que é meia. Fato é que a alteração não surtiu efeito de gangorra, e o time seguiu com forte sistema defensivo, agora liderado por Rabiot.

Defensivamente é eficiente. Ainda não tomou gols nesta Champions. A estratégia adotada por Emery para a marcação é de sufocar o adversário no meio-de-campo, com no mínimo dois atletas marcando o mesmo jogador oponente.

Eu fico curioso com relação ao dia em que o PSG pegar um oponente cuja especialidade seja jogar sem a bola. Ou seja, um time ‘retranqueiro’, mas que aplica contragolpes mortais. Dependendo do adversário, seria, no mínimo, interessante; mas acredito que todo o poder do PSG será realmente testado a partir das oitavas de final.

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Maurício Santos

Maurício Santos é formado em Publicidade e Propaganda, pela Faculdade Cásper Líbero, mas tem uma forte relação com o jornalismo, construída há alguns anos. Desde 2014, colabora na área futebolística do Site do Carsughi. De lá para cá, já foi repórter do Jornal Destak, assessor de imprensa e, atualmente, trabalha com marketing.

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Claudio Carsughi é jornalista, comentarista e crítico de Fórmula 1, de futebol e da indústria automobilística. Atua nesses segmentos há mais de 50 anos.

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